Semana Nacional Contra o Alcoolismo

Semana Nacional Contra o Alcoolismo

 

A Semana Nacional Contra o Alcoolismo teve início no último sábado (18) e vai até o dia 22 de fevereiro, com o objetivo de alertar sobre o uso de bebidas alcoólicas que é caracterizado pela vontade incontrolável de beber, falta de controle ao tentar parar a ingestão, tolerância ao álcool (doses cada vez maiores para sentir os efeitos da bebida) e dependência física, que se manifesta com sintomas físicos e psíquicos nas situações de abstinência alcoólica.

 

O diagnóstico de alcoolismo não tem relação com o tipo e quantidade da substância ingerida pela pessoa, mas sim à capacidade em controlar o consumo de bebida. Além da já reconhecida predisposição genética para a dependência, outros fatores podem estar associados: ansiedade, angústia, insegurança, fácil acesso ao álcool e condições culturais. Por ser muito relacionado à socialização - os primeiros efeitos do álcool são euforia e desinibição. É comum que o hábito se inicie na adolescência, período em que começam a ser frequentes reuniões com oferta de bebidas alcoólicas..


Os sinais e sintomas classicamente associados à dependência dessas substâncias são falta de controle sobre o uso, tolerância cada vez maior e manifestações de síndrome de abstinência. As manifestações de síndrome de abstinência acontecem quando a pessoa demonstra alguns sintomas, quando interrompe o consumo de álcool: tremores nos lábios e extremidades (mãos, pés), náuseas, vômitos, suor excessivo, ansiedade, irritação, podendo evoluir para convulsões e estados de confusão mental, com falta de orientação no tempo e no espaço e alucinações.

Algumas questões úteis devem ser levadas em consideração para a descoberta do diagnóstico da dependência do álcool. É necessário avaliar se o indivíduo tem problemas, se já sentiu que deveria diminuir o consumo de bebidas alcoólicas, se fica irritado quando é criticado pelo seu hábito de beber, se já se sentiu culpado após ou por beber, se já ingeriu bebidas alcoólicas pela manhã. Se uma das perguntas tiver resposta positiva, é sinal de que é preciso investigar a questão de forma mais aprofundada. Procurar um médico é uma boa opção.

 

O primeiro passo é o indivíduo reconhecer que é dependente de álcool e querer mudar a situação. Depois, a família e/ou o dependente devem procurar um psicólogo ou psiquiatra, que avaliará as possibilidades de tratamento. O tratamento pode envolver a desintoxicação, que é a retirada da bebida com acompanhamento profissional e aconselhamento individual ou em grupo.


O álcool é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças. Quando utilizado por tempo prolongado, tem ação tóxica sobre diversos órgãos. O uso constante provoca danos ao sistema nervoso, podendo causar demência, bem como diminuição da sensibilidade e da força muscular nas pernas. Outras possíveis consequências são: no estômago, pode ocasionar gastrites e úlceras; no fígado, pode desencadear hepatites, acúmulo de gordura e cirrose; no pâncreas, gera pancreatite; e no sistema circulatório, aumenta o risco de miocardites, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais e aterosclerose (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos). O álcool também tem relação com o desenvolvimento de câncer no trato intestinal, na bexiga, próstata e outros órgãos. Além disso, ficam prejudicadas as relações sociais. No excesso e na ausência dele, o dependente se torna irritado, tem tremores e crises de ansiedade, que só melhoram com o consumo cada vez maior.

A Semana Nacional Contra o Alcoolismo surgiu com o intuito de alertar a população sobre a doença. A semana traz diversas ações e discussões de como prevenir e diminuir o consumo abusivo de álcool, pois esta é uma forma simples de prevenir doenças graves e mostrar quais são as implicações físicas e mentais que a bebida alcoólica faz e traz ao organismo do dependente.