Risco de alcoolismo

 

O Alcoolismo pode ser considerado uma doença crônica e pode ser caracterizada pelo consumo excessivo do álcool e por sinais e sintomas de abstinência. Vários fatores podem causar a doença, como a genética (quando há incidência de casos de alcoolismo em parentes próximos) e, principalmente, ansiedade e depressão, já que normalmente as pessoas buscam na bebida uma forma de automedicação, seja para relaxar ou sentir prazer.

Estudo da Organização Mundial da Saúde - OMS mostrou que 4% de todas as mortes no mundo são relacionadas ao uso abusivo do álcool. De acordo com este relatório, o uso de bebidas alcoólicas mata mais do que a Aids, a violência e a tuberculose, vitimando jovens entre 25 e 39 anos, em média.

 

Sintomas


Compulsão para ingerir bebidas alcoólicas;
- Tolerância ao álcool cada vez maior;
- Abstinência: Sintomas como tremor, acompanhado de irritabilidade, náuseas e vômitos;
- Direcionar mais tempo para o consumo de bebidas alcoólicas do que para outras atividades;
- Tentativa de redução ou controle do consumo do álcool com repetidos insucessos;
- Persistência no consumo de álcool mesmo em situações em que o consumo é contra-indicado.

 

Prevenção

 

Os órgãos mais atingidos pelo alcoolismo são: o cérebro, trato digestivo, coração, músculos, sangue e glândulas hormonais. Além disso, o álcool interfere diretamente na função sexual, podendo provocar infertilidade e diminuição dos hormônios masculinos, afetar o desejo sexual e levar à impotência. Nas mulheres, o álcool pode afetar a produção hormonal, levando à diminuição da menstruação e infertilidade.

Para evitar problemas com o álcool, a OMS estabelece que o consumo aceitável seja de até duas doses/dia para homens e uma dose/dia para mulheres, sendo que tanto homens quanto as mulheres não devem beber por pelo menos dois dias na semana. Uma dose padrão de bebida alcoólica equivale a 350ml de cerveja, 150ml de vinho ou 50ml de destilado e contém, aproximadamente, 10g de álcool puro.

 

Tratamento

 

Para ser eficaz, o tratamento para dependentes de álcool tem de abranger o campo emocional e clínico. por isso, é necessearia uma equipe de profissionais como médicos, psicólogos, assistentes sociais, etc.) que, em conjunto, trabalham no processo de desintoxicação, reabilitação, tratamento clínico e manutenção.
O apoio da família é fundamental em todos os processos, mas principalmente neste último, onde a "vigilância" tem de ser constante  e o paciente tem de ter muita força de vontade, pois há chances de recaídas. Grupos de auto-ajuda, como a Álcoolicos Anônimos - AA. também são aliados poderosos na busca pelo tratamento.